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Desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) suspendeu os alvarás de pagamento da indenização do Estado ao universitário Marcos José Silva de Oliveira, 25 anos, que ficou tetraplégico ao ser baleado em assalto na Mangabeira, Zona Norte do Recife, há um ano e três meses. A família luta para o governo custear a implantação de marcapasso diafragmático, que lhe possibilitaria sair da UTI do Hospital Português. Em janeiro, a Justiça ordenou que o Estado pagasse R$ 279 mil para comprar o aparelho e trazer o médico americano Abott Krieger, responsável pela cirurgia. O governo recorreu da decisão. Anteontem, o desembargador Francisco Bandeira de Melo deu razão ao Estado, afirmando não haver garantia de tal recurso ser usado na operação. Diz o texto da decisão: “ (...) tenho por temerário autorizar a transferência de recursos vultosos para o exterior (em pagamento antecipado), sem qualquer garantia, a rigor, de que os serviços médicos desejados serão efetivamente prestados, a tempo e modo.” A família de Marcos José está revoltada. “O Estado mentiu ao dizer que todo o dinheiro seria para o médico. Ele receberá US$ 48 mil. O resto é do marcapasso. Está tudo documentado no processo. Enquanto isso, Marcos corre risco de morrer devido à burocracia”, indignou-se Gercina Primo, tia do rapaz.
Fonte: Jornal do Commercio |
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