Eugenio de Lima e Pitella Advogados (Ir para a página inicial)
Ir para a página inicial Home Quem Somos Clientes Livros Eventos White Papers Imprensa Equipe Fale Conosco  
 
Press Releases     Artigos     Assessoria de Imprensa
 
Escritório Virtual: envie sua dúvida jurídica     Pesquisar:    
 
 
 
 
Clippings Jurídicos  
 
     
  MP que cria cadastro de grávida perde validade  
  (28/05/2012 14:10:00)  
     
  Polêmica entre feministas e no Conselho Nacional de Saúde, medida provisória publicada em dezembro não foi à votação e caduca amanhã  
     
 
Depois de irritar feministas, causar desconforto dentro do próprio governo e ser modificada para tentar reduzir a polêmica, a medida provisória que cria o cadastro de acompanhamento de gestantes perderá validade amanhã. O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), avisou que o texto não será colocado em votação. Com o desfecho, o governo tenta agora encontrar alternativas para manter um programa contido na MP - e defendido pelo Ministério da Saúde - o auxílio de R$ 50 para deslocamento da gestante às consultas de pré-natal.

O assunto vem sendo discutido na Casa Civil, com representantes da Saúde e da Secretaria de Políticas para Mulheres. Uma das alternativas seria incluir o benefício no texto de projetos que já estão em discussão no Congresso. Outra saída seria revogar a MP antes de ela caducar. Isso permitiria que o governo apresentasse uma nova MP prevendo o mesmo benefício - sem o risco do ressurgimento da polêmica do cadastro das gestantes.

O auxílio deslocamento já vem sendo concedido a 1.291 gestantes cadastradas. Para essas mulheres, as parcelas do recurso estão garantidas. Mas governo quer que o benefício seja estendido, uma medida que, avaliam, ajudaria a garantir a adesão das gestantes ao pré-natal.

Publicada pela primeira vez no dia 28 de dezembro, a MP causou turbulência entre feministas por dois motivos. O cadastro de gestantes poderia colocar em risco mulheres que, depois das primeiras consultas do pré-natal, decidissem pela interrupção da gravidez. O texto ainda falava do direito dos nascituros, esquecendo-se da garantia do direito ao aborto nos casos de risco de vida para a mãe ou quando a gravidez é resultado de estupro.

Críticas. A medida causou mal-estar no próprio governo. ``Pode parecer paranoia, mas não é``, afirmou no início do ano Elizabete Saar, então gerente da Secretaria Especial das Mulheres. Em audiência do Conselho Nacional de Saúde (CNS), ela observou que, diante do conservadorismo do Congresso, o texto pode levar a uma discussão desnecessária.

``Era levantar uma lebre. Abrir uma brecha para que a ala conservadora, que estava relativamente quieta, novamente se manifestasse``, diz Lurdinha Rodrigues, da Liga Brasileira de Lésbicas.

Diante da polêmica, o governo revogou a primeira versão em janeiro e, em um segundo texto, retirou o direito dos nascituros. Nas palavras do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a alteração colocava um fim em um mal-entendido sobre o assunto.

O descontentamento persistiu e movimentos feministas continuaram lutando contra a MP. Um grupo destacado pelo conselho para avaliar a MP também manteve posição contrária à medida - batizada de ``famigerada`` por Maria do Espírito Santo Tavares dos Santos, do CNS.

``Essa medida nunca deveria ter existido``, afirmou Jurema Verneck, do CNS. ``Ela falhou no processo, porque não foi discutida, e no conteúdo, porque as propostas não respondem ao enfrentamento da morte materna.``

O auxílio transporte, para feministas, também é pouco eficaz. Algumas cidades já oferecem o recurso. Além disso, completam, a mortalidade se combate com assistência de qualidade.

A resistência foi tanta que, no Congresso, houve dificuldade para a MP ser debatida. Somente semana passada um relatório parcial da medida foi entregue.

Para lembrar

Pesquisa divulgada na semana passada pelo Ministério da Saúde mostra que a mortalidade materna no Brasil caiu 21%. Entre janeiro e setembro de 2011, as mortes decorrentes por complicações na gravidez e no parto somaram 1.038, contra 1.317 no mesmo período de 2010. A pasta associa a queda ao primeiro ano do programa Rede Cegonha, que investiu R$ 2,5 bilhões para qualificar a assistência à mulher e ao bebê. A iniciativa, afirma o ministério, atende 36% das gestantes do SUS. Em 2011, 1,7 milhão de mulheres fizeram, no mínimo, sete consultas pré-natais.


Fonte: LÍGIA FORMENTI / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
 

    Voltar

       
 
 
 
ANUARIO BRASILEIRO DE DIREITO DA SAUDE, GERENCIAMENTO DE RISCO LEGAL E ACREDITAÇÃO EM SAÚDE
Lançamento: Novem
Comprar  
   
 
 
SAUDEJUR
Lançamento realizado em 07/08/2012 na abertura do 19o Congresso Mundial de Direito Médico
Comprar  
 
 

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

 
 
Clipping Jurídico    
 
 
 
Jun, 18, 2013 | Fundada Associação Brasileira de Ensino em Biomedicina  
 
 
Jun, 18, 2013 | Opinião: Sobre a necessidade de revalidação dos diplomas  
 
 
Jun, 18, 2013 | MT Saúde: CPI divulga relatório e MP pode agir  
 
 
Jun, 18, 2013 | Unimed de Capivari é condenada por erro médico  
 
 
Jun, 18, 2013 | Tribunal libera venda de remédio do grupo EMS  
 
 
Jun, 18, 2013 | `CEI de Saúde` em Rio Preto  
 
 
Jun, 18, 2013 | Cremesp - Iregularidades na Santa Casa de Araçatuba  
 
 
Jun, 18, 2013 | HR de Itapetininga - Situação trabalhista  
 
 
  Parceiros  
 
    Accreditation Canada   Associação de Medicina Intensiva Brasileira
 
    Associação de Obstetrícia e Ginecologia de SP   BCI Boston Cambridge Institute
 
    Federação Brasileira Assoc. Ginecologia e Obst.   Federação Brasileira de Gastroenterologia
 
    HMC Saúde - Consultoria de Gestão Empresarial   IQG Serviços de Acreditação em Saúde
 
    Sociedade Bras.Ortopedia Traumatologia Regional SP   Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
 
    Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida   Sociedade Brasileira de Reprodução Humana  
 
 
Eugenio de Lima e Pitella     Política de Privacidade     Termos de Uso
© 2007-2007 Eugenio de Lima e Pitella Advogados. Todos direitos reservados.
 
Powered By Pronto Fatto - Agência Digital Inteligente - 2010