Eugenio de Lima e Pitella Advogados (Ir para a página inicial)
Ir para a página inicial Home Quem Somos Clientes Livros Eventos White Papers Imprensa Equipe Fale Conosco  
 
Press Releases     Artigos     Assessoria de Imprensa
 
Escritório Virtual: envie sua dúvida jurídica     Pesquisar:    
 
 
 
 
Clippings Jurídicos  
 
     
  Imagens e diálogos comprovam farsa de promotora com auxílio de médicos  
  (27/04/2011 10:54:00)  
     
  Vídeos em poder do Ministério Público revelam como psiquiatra ajuda Deborah Guerner, presa desde a semana passada, a simular doença mental  
     
 
BRASÍLIA - Documentos e imagens obtidos pelo Estado revelam como a promotora de Justiça Deborah Guerner, presa desde a semana passada em Brasília, contou com a colaboração de médicos de São Paulo para simular doença mental e atrapalhar as investigações sobre seu envolvimento com o esquema de corrupção no Distrito Federal, conhecido como ``mensalão do DEM``.

Gravações de encontros dela com o psiquiatra paulista Luis Altenfelder Silva Filho, captadas pelo circuito interno da casa da promotora e apreendidas com autorização da Justiça, mostram detalhes da armação para que ela fosse considerada doente por peritos judiciais. Deborah foi afastada em dezembro de suas funções no MP do DF. Além das ações na Justiça, ela responde a um processo disciplinar no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que pode aprovar sua demissão do serviço público. Ela ainda recebe salário.

``Posso falar eufórica?``, pergunta Deborah durante uma ``aula`` cujo objetivo era treiná-la para ser reprovada num teste de sanidade mental. ``Pode. Muito excitada, eufórica e com o pavio muito curto``, responde o médico. ``Não tem erro, e qualquer residente de primeiro ano de psiquiatria, ouvindo você, vai falar assim: ‘essa menina é bipolar’``, diz o psiquiatra. O marido dela, o empresário Jorge Guerner, que também está preso, acompanhava tudo. As ``lições`` foram dadas na sala da casa de Deborah em Brasília e ganharam o apelido de ``teatro da loucura`` nos bastidores da investigação.

O material foi entregue à Justiça e ao Conselho Nacional do Ministério Público. Na conversa gravada, o médico recomenda à Deborah usar roupas extravagantes para ajudar no diagnóstico de ``transtorno afetivo bipolar múltiplo``: ``Elegante, como você é, mas meio que escandaloso. Entendeu? Elegante, mas, assim: ‘Bem cheguei’``. O marido da promotora sugere então uma ``calça justa`` das cores amarelo, branco e vermelho. ``Justa! Meio vulgar?``, pergunta Deborah. ``É cheio de cores, né?``, indaga o médico. ``É, mas tem cor pra tudo quanto é lado``, diz o marido. ``Isso! É boa cor, aí você põe um batom vermelho``, aconselha o médico a Deborah.

A promotora sai, busca roupas e mostra aos dois. ``Tá fantástico esse!``, reage o médico. ``É só ir vestida desse jeito e falar com essa naturalidade, que os caras vão falar: ‘Pô, ela não se enxerga’``, reforça Altenfelder. Uma outra médica, Carolina de Mello Santos, também teria auxiliado.

Ao fingir uma doença, a estratégia de Deborah, segundo a investigação, seria evitar a aplicação de alguma pena por envolvimento no escândalo de corrupção no DF, obstruir diligências - como faltar a depoimento - e garantir uma aposentadoria compulsória por invalidez, com um salário de mais de R$ 20 mil.

Deborah e seu marido são acusados, entre outras coisas, de cobrarem propina do ex-governador do DF José Roberto Arruda para garantir a proteção do Ministério Público em uma ação que contaria com a participação do ex-chefe dos promotores de Brasília, Leonardo Bandarra.

Num determinado momento da ``aula médica``, o marido de Deborah pergunta se os peritos podem fazer alguma pergunta ``paralela`` durante o exame. O médico explica diretamente à promotora: ``Eles (peritos) podem perguntar: ‘mas se tinha época que você ficava muito eufórica ?’ Você vai falar: ‘Tinha sim! Tinha época que parecia que de repente desaparecia tudo isso! Sabe e aí meu marido até reclamava que eu ia pro shopping, comprava demais, sabe? Reclamava das minhas roupas``. O psiquiatra treina Deborah a mostrar que, após a perda dos pais, passou a ter problemas mentais: ``Você tem que falar com espontaneidade: ‘Com o falecimento do meu pai, que era tudo pra mim me senti desamparada’``.

``Quando meu pai morreu eu perdi o chão - você fala! Eu fiquei muito, muito, muito, triste``, ensina o psiquiatra, que cobrou R$ 10 mil por um dia por seus serviços. O teor desses encontros é uma das provas da simulação de doença mental de Deborah Guerner, segundo o Ministério Público Federal. Além disso, foram produzidos relatórios médicos falsos para ``enganar`` a Justiça, diz trecho da investigação. As imagens foram gravadas pelo circuito interno de segurança na casa de Deborah nos dias 29 e 30 de agosto de 2010 e obtidas pelo Ministério Público numa operação de busca e apreensão, autorizada pela Justiça, no dia 15 de setembro. Os diálogos foram transcritos no pedido de prisão do casal. No final do primeiro encontro, o médico diz: ``Você viu como tá direitinho o depoimento ?``. ``Tá perfeito!``, Deborah responde.

Fonte: O Estado de S.Paulo
 

    Voltar

       
 
 
 
ANUARIO BRASILEIRO DE DIREITO DA SAUDE, GERENCIAMENTO DE RISCO LEGAL E ACREDITAÇÃO EM SAÚDE
Lançamento: Novem
Comprar  
   
 
 
SAUDEJUR
Lançamento realizado em 07/08/2012 na abertura do 19o Congresso Mundial de Direito Médico
Comprar  
 
 

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

 
 
Clipping Jurídico    
 
 
 
May, 24, 2013 | Segurado que omite doença preexistente não tem direito à indenização  
 
 
May, 24, 2013 | Isenção de IR para a saúde  
 
 
May, 24, 2013 | Anvisa lança guia sobre guarda de cordão umbilical  
 
 
May, 24, 2013 | Conselho de medicina propõe regras para estrangeiros atuarem no Brasil  
 
 
May, 24, 2013 | Médicos: CFM quer mudanças  
 
 
May, 24, 2013 | Merck suspende testes clínicos de remédio contra Parkinson  
 
 
May, 24, 2013 | Médica denunciada por superdosagem  
 
 
May, 24, 2013 | ANS lança o Guia Prático da Contratualização  
 
 
  Parceiros  
 
    Accreditation Canada   Associação de Medicina Intensiva Brasileira
 
    Associação de Obstetrícia e Ginecologia de SP   BCI Boston Cambridge Institute
 
    Federação Brasileira Assoc. Ginecologia e Obst.   Federação Brasileira de Gastroenterologia
 
    HMC Saúde - Consultoria de Gestão Empresarial   IQG Serviços de Acreditação em Saúde
 
    Sociedade Bras.Ortopedia Traumatologia Regional SP   Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
 
    Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida   Sociedade Brasileira de Reprodução Humana  
 
 
Eugenio de Lima e Pitella     Política de Privacidade     Termos de Uso
© 2007-2007 Eugenio de Lima e Pitella Advogados. Todos direitos reservados.
 
Powered By Pronto Fatto - Agência Digital Inteligente - 2010