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  Médico é indiciado por homicídio doloso após morte de paciente  
  (02/08/2010 18:40:00)  
     
  Caso condenado, Dagmar pode pegar de 12 a 30 anos de prisão, além de ter que pagar uma indenização total no valor de R$ 1,2 milhão  
     
 
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou o médico Dagmar João Maester por homicídio doloso qualificado pela morte da funcionária do Ministério das Cidades Kelma Macedo Ferreira Gomes, 33 anos. Ela morreu em 2 de abril deste ano após ser submetida a uma cirurgia plástica em Goiânia (GO). A denúncia qualifica o crime por motivo torpe, já que o médico teria assumido o risco “de produzir o resultado morte”, tendo como objetivo “obter lucro”. Caso condenado, Dagmar pode pegar de 12 a 30 anos de prisão, além de ter que pagar uma indenização total no valor de aproximadamente R$ 1,2 milhão por danos materiais e morais aos dois filhos da vítima, uma menina de 9 anos e um menino de 3.

Para o promotor de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida), Diaulas Costa Ribeiro, o crime foi caracterizado por uma sucessão de omissões por parte do médico. “Ele utiliza a prática de captar pacientes aqui para operar em Goiânia, sem oferecer qualquer tipo de referência médica para as pessoas procurarem na capital. Além disso, ele aceitou realizar o procedimento na paciente mesmo após ela ter recebido, de outros cirurgiões plásticos, contraindicação para a cirurgia”, explica Diaulas. O cirurgião Dagmar Maester é investigado pela morte de mais duas pacientes e também por causar mutilações em pelo menos outras oito mulheres — todos os procedimentos realizados no estado de Goiás. Para o promotor, a atuação profissional do cirurgião pode ser comparada à do ex-médico Marcelo Caron (1). “A diferença é que o Dagmar é habilitado para realizar as cirurgias, diferentemente do Caron”, analisa Diaulas.

Kelma Macedo realizou a cirurgia — implante de próteses de silicone nos seios, abdominoplastia e lipoaspiração — em 26 de março no Hospital Goiânia Leste e retornou para Brasília no dia seguinte, quando começou a se sentir mal e teve várias crises de tosse e falta de ar. “Quando chegamos aqui e percebi que ela não estava bem, comecei a ligar para o médico e procurar alguma orientação. Mas não conseguimos falar diretamente com ele nunca. Ele sempre mandou recados e nem chegou a falar com a Kelma para saber o que ela estava sentindo”, indigna-se o marido da vítima, Fredson Ferreira Gomes.

De acordo com o MPDFT, apesar de usar a designação “hospital”, o local onde foi realizado o procedimento cirúrgico de Kelma é, na verdade, um estabelecimento de “porte médio”, que não dispõe de serviço de emergência nem de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Além disso, diferentemente do que determina o Conselho Federal de Medicina, a intervenção cirúrgica foi realizada sem o acompanhamento de um cirurgião auxiliar. Justamente para tentar coibir práticas como essa, entrou em vigor na última quinta-feira um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) — assinado entre o MPDFT, o Conselho Regional de Medicina (CRM) e a Vigilância Sanitária — com uma série de novas regras a serem seguidas pelo setor de cirurgia plástica no DF. As clínicas foram divididas em quatro classificações, de acordo com a complexidade do procedimento que pode ser realizado no local.

Em liberdade
O ex-médico Denísio Marcelo Caron foi acusado pela morte de cinco mulheres em decorrência de cirurgias plásticas. Descobriu-se que ele usava um diploma falso de especialização em operações estéticas. Em maio de 2003, a Justiça do DF decidiu levar Caron a júri popular sob acusação de homicídio doloso (por assumir o risco de matar). Em julho de 2009, ele foi condenado a 30 anos de prisão, mas recorre da sentença em liberdade.

A agonia de Kelma

11 de março — Kelma Macêdo Ferreira Gomes faz uma consulta com o médico Dagmar João Maester em uma clínica no Guará I. Mesmo após vários profissionais contraindicarem a cirurgia, Maester aceita realizar os seguintes procedimentos: implante de silicone, lipoescultura e abdominoplastia.

25 de março — Kelma vai para Goiânia (GO) realizar a cirurgia no Hospital Goiânia Leste.

26 de março — A funcionária do Ministério das Cidades passa pela intervenção cirúrgica durante o período da manhã. O médico opera sem o acompanhamento de um cirurgião auxiliar, como é determinado pelo Conselho Federal de Medicina.

27 de março — A paciente recebe alta às 8h e é liberada para retornar ao DF. À noite, Kelma apresenta forte dor de cabeça. O marido telefona para o técnico em enfermagem e para o anestesista responsáveis pelo procedimento, que receita o uso de um analgésico.

28 de março — Kelma passa a apresentar um quadro de tosses frequentes e acentuada falta de ar.

29 de março — Com o agravamento da tosse, a vítima começa a expelir sangue. O marido a leva à clínica no Guará I, onde foi realizada a primeira consulta, antecipando o retorno que estava marcado para o dia seguinte. Uma esteticista os recebe e diz que os sintomas são normais. Em seguida, ela realiza a primeira sessão de massagem. Os curativos das feridas são substituídos. A esteticista tenta contato com o médico. Maester orienta a suspensão de todas as medicações. À noite, a vítima passa por uma nova crise de tosse.

30 de março — Kelma sofre com falta de ar. Sem conseguir falar com o médico, o marido envia uma mensagem de texto para o telefone celular do cirurgião, informando que levaria a mulher à clínica do Guará I e pedindo a presença de um médico no local. O marido suplica por atendimento, afirmando que “os familiares estão extremamente preocupados”. Kelma vai à clinica. A mãe da paciente liga para o cirurgião, que recomenda a condução de Kelma a um hospital no dia seguinte. Ele promete visitá-la em 1º de abril, quando atenderia no DF. Com o agravamento do quadro da esposa, o marido leva Kelma, às 20h, à emergência do Hospital São Francisco, em Ceilândia. O quadro é diagnosticado como gravíssimo.

31 de março — O médico Dagmar Maester visita Kelma e tranquiliza a família na sala de espera, dizendo que a paciente está bem, mas que a recuperação é lenta.

2 de abril — Kelma morre às 11h50. O laudo do IML conclui que a morte ocorreu por pneumonia e embolia pulmonar.


Tragédia anunciada

Antes de conhecer o cirurgião Dagmar Maester, a assessora Kelma Macedo já havia visitado outros três especialistas que se negaram a realizar o procedimento de abdominoplastia. “Não escolhemos fazer o procedimento em Goiânia porque era mais barato, mas porque ela estava cega para fazer a cirurgia e o médico foi o único que concordou”, relembra, emocionado, o marido da vítima. A paciente pagou R$ 10 mil pela cirurgia.

Com as crises de tosse da mulher ao retornar para casa, o marido tentou contatos constantes com o médico. “Mandei uma mensagem de texto para ele, um apelo. Ele não me atendeu. O técnico dele dizia que tudo aquilo era normal. Se tivessem me falado desde o início para procurar um hospital, minha esposa não teria morrido”, lamenta Fredson. O cirurgião só visitou Kelma um dia depois de ela ter sido internada no Hospital São Francisco, em Ceilândia, já em estado gravíssimo.

Segundo o laudo do Instituto de Medicina Legal, Kelma morreu em consequência de pneumonia e embolia pulmonar. Procurado pelo Correio, Dagmar não foi encontrado para comentar a denúncia. A reportagem apurou que ele continua atendendo normalmente em Brasília, sempre às quintas-feiras. Ele também atua em uma clínica em Imperatriz, no Maranhão. (NO)

OUTRA VÍTIMA
O juiz da 4ª Vara Cível de Brasília determinou que a Clínica Pacini, localizada na Asa Sul, pague pensão mensal de R$ 3,5 mil ao filho da jornalista Lanusse Martins Barbosa, que morreu após fazer uma lipoaspiração em janeiro deste ano. Em caso de descumprimento, o hospital sofrerá multa diária de R$ 1 mil, valor que será revertido à criança. A clínica tem prazo de 15 dias para contestar a decisão.


Fonte: Correio Braziliense
 

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