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Rio - Policiais da 32ª DP (Taquara) investigam a hipótese de erro médico na morte da analista de sistemas Silmara Lima dos Santos, de 49 anos, na tarde de sexta-feira. Ela se submeteu a um tratamento contra celulite no Centro Médico Estético, em Rio das Pedras, Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Duas médicas e uma fisioterapeuta foram indiciadas por homicídio culposo.
Segundo a polícia, Silmara teria morrido após se submeter a um tratamento de carboxiterapia, procedimento que usa gás carbônico para acabar com celulites e estrias. Uma ambulância do Samu foi chamada, mas a paciente já havia morrido.
Marido da vítima, Fernando Campanelli de Moraes, 53, disse que nunca havia visto as médicas. “Minha mulher sempre foi atendida por uma enfermeira e fiquei sabendo que trocaram a profissional nesse último procedimento. Além do mais, a clínica não tinha um desfibrilador, que poderia ter salvado a sua vida”, revelou.
De acordo com os policiais, a clínica não tinha alvará de funcionamento da prefeitura. O delegado adjunto da 32ª DP, Leandro Aquino, determinou a interdição da unidade médica, que teve as portas lacradas ontem de madrugada. O delegado vai aguardar o laudo da perícia do IML para dar sequência às investigações.
O diretor jurídico do Sindicato dos Médicos, Ivan Arbex, lamentou a morte da paciente, mas defendeu as profissionais. Segundo Arbex, as médicas tinham especialização na área e a paciente teria sofrido um mal súbito. O sindicalista eximiu as médicas de culpa sobre a falta de alvará e responsabilizou a burocracia. “Foram feitos todos os procedimentos, mas infelizmente ela não suportou. A falta de alvará é um problema burocrático. Se ficar esperando o alvará da prefeitura, você não abre nada”, disse.
Fonte: O Dia online |
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