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  Pena alternativa à médico condenado por erro médico  
  (17/07/2009 13:30:00)  
     
  Cirurgião é considerado culpado da morte de gerente e prestará serviços no Hospital do Câncer como sentença  
     
 
A juíza Maria Cristina de Oliveira Simões, da 10ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou o cirurgião plástico Samir Kehdi a 1 ano e 4 meses de detenção por homicídio culposo, com aumento de pena por inobservância de regras técnicas. Ele foi responsabilizado pela morte da gerente administrativa Rosimere Aparecida Soares, aos 30 anos, durante uma lipoaspiração em dezembro de 2007. No entanto, Kehdi não cumprirá a decisão com reclusão. A sentença será revertida em pena alternativa. A mãe da vítima, Suede Clemente Soares, afirmou que pretende recorrer da determinação, a fim de aumentar a punição.

“A pena é muito pequena pelo transtorno que a morte da Rosi causou na minha vida e na do meu neto (de 9 anos), que ainda chora a todo momento a perda da mãe”, indignou-se Suede. A família move também uma ação cível por indenização em prol da criança. Enquanto Suede considerou a punição branda demais, o cirurgião se sentiu injustiçado e recorrerá da condenação, segundo o advogado Marcos Souza de Barros.

A pena foi substituída pela prestação de serviços durante um ano no Hospital do Câncer, por oito horas semanais durante os sábados. O médico terá que pagar ainda multa de 10 salários mínimos. “Vamos protocolar recurso junto ao Tribunal de Justiça assim que houver a intimação”, disse o advogado. Desde o início do processo Samir alega não ter ocasionado a morte da paciente e pede absolvição.

A argumentação do médico é contestada na decisão. “Era ele (Samir Kehdi), o possuidor de capacidade técnica e só a ele cabia avaliar os riscos, alertar a paciente sobre eles e em caso de renitência, negar-se a realizar o procedimento. No entanto, concordou em realizá-lo, não havendo como alegar, que não concorreu para o evento, conforme afirmou”, apontou um trecho do documento.

A morte de Rosimere foi causada pela perfuração da veia cava e conseqüente perda de sangue, durante uma lipoaspiração para retirar 600 mililitros de gordura da barriga para serem colocados na panturrilha. A ruptura na veia gerada pelo uso de uma cânula de metal conduziu a vítima a um choque hipovolêmico, segundo o Instituto Médico Legal. Na fase de inquérito policial Samir chegou a afirmar que “Inicialmente aconselhou o uso de prótese na panturrilha, pois a paciente tinha pouca gordura no abdômen, mas, essa se recusou a ter cicatriz na região poplítea (atrás do joelho), que não apresentava muita gordura, vez que esta apresentava porte atlético”.

A magistrada considerou a ação do médico imprudente ao consentir em realizar a lipoaspiração sabendo que a paciente não possuía gordura o bastante para tal prática. Rosimere foi submetida ao procedimento cirúrgico às 14h do dia 22 de dezembro de 2007 na clínica do cirurgião, antes localizada na avenida Cândido Mariano. Ao fim da lipoaspiração, a vítima começou a perder os sinais vitais e uma UTI Móvel foi chamada. Encaminhada ao Hospital Jardim Cuiabá, chegou “roxa e quase morta”, segundo o médico plantonista Rodolfo Pimentel.

CONSELHO - O processo contra Kehdi no Conselho Regional de Medicina está na fase de alegações finais. Ele tem até dia 20 para se manifestar. A entidade apura se houve falha técnica do médico no procedimento que causou a morte. O julgamento será feito por 20 conselheiros e pode acarretar cassação do registro profissional.


Fonte: Diário de Cuiabá
 

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