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O secretário municipal de Saúde, Luiz Soares, determinou que o Pronto-socorro Municipal de Cuiabá (PSMC) instaure procedimento administrativo a fim de apurar se houve falha e negligência no atendimento prestado a Geolivan Vaz de Souza, de 39 anos. Ele morreu no domingo com dengue hemorrágica, após passar diversas vezes pela unidade hospitalar e receber alta, conforme denuncia a família. A falta de estrutura para lidar com os casos ficou evidente ontem com a implantação de novos leitos em espaços de setores administrativos do PSMC. Oito macas ocupam as salas que eram da Ouvidoria e Assistência Social do hospital. A medida visa aumentar a capacidade de atendimento imediato. No espaço improvisado, pacientes recebem apenas hidratação. Em caso de necessidade de internação, eles precisam ser reencaminhados. Geolivan teria recebido os atendimentos básicos no PSMC na quarta-feira, primeiro dia em que apresentou sinais de dengue. “Pelo que apuramos, o paciente veio ao PSMC duas vezes, e depois ficou internado. Já foi aberto o procedimento administrativo”, declarou o diretor do PSMC, Huark Douglas Correa. Os familiares de Geolivan declararam que ele passou pela unidade ao menos três vezes antes de ser hospitalizado. Contudo, quando conseguiu um leito de UTI por conta da hemorragia, já era tarde para conter o avanço da doença. O morador do bairro Pedregal teria falecido minutos depois de chegar ao Hospital Santa Casa de Misericórdia. Geolivan e outro morador da Capital, de 51 anos, faleceram durante o fim de semana com suspeita de dengue hemorrágica. Cerca de 100 pacientes dão entrada no PSMC com sintomas de dengue ao dia. Estão ocupados todos os 53 leitos da unidade disponibilizados para os que contraíram o vírus.
Fonte: Keity Roma - Diário de Cuiabá |
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