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  Pacientes acusam Hospital de descaso  
  (03/04/2008 14:17:00)  
     
  Hospital Ana Nery é acusado - por familiares - de ter maltratado paciente com esclorese múltipla  
     
 
Juiz de Fora - Uma costureira, de 36 anos, moradora do município de Guarará, a 60 quilômetros de Juiz de Fora, foi levada para a delegacia depois de denunciar o atendimento prestado pelo Hospital Ana Nery. Jaqueline Aparecida Martins da Silva alega que a mãe dela, de 54 anos, que não tem movimento nas pernas e ainda é portadora de esclerose múltipla, foi maltratada, quando esteve internada na unidade hospitalar, durante uma semana. Segundo a costureira, sua mãe, Jane Martins da Silva, estava há dois meses hospitalizada na Casa de Saúde HTO Centrocor, em Juiz de Fora, quando, no último dia dez, foi transferida para o Hospital Ana Nery, no Bairro Grama.
Jaqueline conta que, desde o dia em que a mãe foi internada, teve dificuldades em se comunicar com ela através do telefone, fato que a impossibilitou de tomar consciência mais cedo sobre a situação em que a paciente se encontrava. Apenas no domingo seguinte à data de internação, Jaqueline pôde constatar a maneira deplorável, segundo ela, em que a mãe se encontrava.
Na hora da visita, a filha encontrou dona Jane chorando, pedindo para que fosse retirada do hospital, já que afirmava estar sendo mal atendida. No quarto da paciente, Jaqueline afirma que viu a escova de dentes, a camisola e a toalha, que seriam usados pela mãe, em cima de uma lixeira. A senhora também contou que os curativos que recebia eram feitos de forma irregular e sem higiene. Dona Jane ainda disse que uma enfermeira tratava de outros pacientes, utilizando a mesma luva e a mesma pomada.
A costureira também alega que a mãe se queixou de ter de tomar banhos no mesmo banheiro que era usado por pacientes do sexo masculino, fato que a constrangia. A senhora ainda contou que ficou toda molhada, numa noite de chuva em que a janela do quarto dela ficou aberta. Porém, o fato que mais deixou Jaqueline revoltada foi averiguar que os pés de sua mãe apresentavam ferimentos. A filha denuncia que, quando dona Jane precisava ser transportada, já que não anda, era colocada numa cadeira com os pés no chão, sendo arrastados, ocasionando lesões.
Ao ver a situação da mãe, Jaqueline procurou a enfermaria para questionar sobre as irregularidades. Revoltada, se desentendeu com a enfermeira, que chamou a Polícia Militar. Jaqueline foi detida e levada para a Delegacia de Polícia Civil sob a acusação de ter ameaçado a enfermeira. Na delegacia, a costureira assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberada. “Resolvi denunciar a situação de maus-tratos contra a minha mãe, porque não quero que outras pessoas passem pelo mesmo problema” desabafa Jaqueline, que providenciou a transferência da mãe para outro hospital, no município de Bicas.
Um portador de diabetes de 28 anos também acusa que foi mal atendido, quando precisou ser hospitalizado no Ana Nery. A irmã dele, a supervisora comercial Monique Lymm Marques Lavina, de 32, contou que o irmão, que preferiu não ter o nome divulgado, apresentava alta taxa de glicose e procurou a Regional Leste, no dia 4 de março, para ser medicado. Porém, precisou de internação. Uma vaga foi liberada no Ana Nery e o paciente para lá se encaminhou, dando entrada na unidade às 15h.
De acordo com Monique, por volta das 21h do mesmo dia, ela e a mãe foram visitar o irmão, fora do horário de visitas. No local, encontraram o paciente, que disse ter feito sua última refeição às 17h, ficando quatro horas sem se alimentar, e que nenhuma aferição de sua taxa de glicose havia sido realizada. Diante do fato, a família solicitou a uma enfermeira que fizesse a conferência, sendo constatado alto índice. Ficou acordado, então, que o paciente seria medicado. Monique ressaltou, ainda, que havia um banheiro no corredor próximo ao quarto do irmão que estava com uma torneira vazando.
No dia seguinte, a família retornou ao hospital e encontrou o paciente nas mesmas condições da noite anterior. Monique afirmou que procurou a ouvidoria da unidade para relatar os fatos. Depois da reclamação, a família decidiu transferi-lo novamente para a Regional Leste. “Ficamos com medo de meu irmão entrar em coma, já que a glicose estava muito alta. Então, decidimos retirá-lo daquele hospital”, observou Monique.
O Diretor Clínico do Hospital Ana Nery, Dartagnan Assunção Marlière, informou que Jane Martins da Silva foi internada na unidade por intercorrência clínica e permaneceu em tratamento adequado por sete dias. Argumenta que as queixas apresentadas pela filha da paciente não correspondem à realidade assistencial. “Acreditamos que as queixas sejam frutos do desequilíbrio, uma vez que a mesma chegou a ameaçar de morte nossa técnica de enfermagem, de forma verbal.. Procuramos entender os motivos desta atitude, pois afinal, abalados e receosos da evolução de nosso ente querido, é comum perdermos a estabilidade psíquica. Entretanto, todo o apoio necessário foi dado à paciente e seus familiares” declarou o médico.
Sobre os ferimentos referidos da paciente, ele diz que já existiam desde a internação, não sendo gerados no hospital. Afirma ainda que a paciente estava recebendo adequados curativos com medicação específica, bem como apoio de colchão cartela de ovo e demais cuidados de rotina.
Quanto ao descuido de objetos pessoais sobre a lixeira, o médico afirma que, seguramente, isso ocorreu por manipulação da própria paciente, por serem estes de uso pessoal e de acesso fácil, já que todos os leitos são apoiados por mesa de cabeceira para serem colocados os pertences de uso contínuo e pessoal dos pacientes.
O diretor também descartou irregularidades durante o banho de paciente, frisou que, no hospital, o cuidado é maior face ao tipo de paciente que assiste e ressaltou que os colaboradores são treinados e capacitados para manipularem pacientes com déficits da marcha.
Segundo Dartagnan Marlière, as críticas feitas pela irmã de outro paciente também não procedem, uma vez que o atendimento hospitalar seguia o seu curso evolutivo normal.Quanto à alimentação dos pacientes, o médico disse que existe rigoroso controle dietético por nutricionista, com os horários sistematizados, de tal forma que ninguém internado passa necessidades. Especificamente este caso tinha controles já preconizados e nutrição diferenciada no que se refere à utilização de carboidratos.

Fonte: Megaminas
 

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